Tag 50 tons

Olá :3, estou escrevendo hoje para postar a tag 50 tons de livros, criada pela Michelle do blog Garota Agridoce. A tag é baseada no livro 50 tons mais escuros... Enfim, boa leitura a todos. SE DIVIRTAMMMMMMM!!!!

1) “Ele me enche de certezas e depois me cobre de dúvidas.” – Um livro onde a personagem principal vive na “corda bamba”: não sabe o que quer da vida.

O livro A Seleção, da Kiera Cass. A América é simplesmente a personagem mais indecisa da literatura.

*2) “Você baba enquanto dorme.” – Um livro que te dominou de primeira, te fazendo quase que obrigar seus amigos a lerem.

O Ladrão de Raios, o primeiro livro da saga Percy Jackson e os Olimpianos me cativou de tal forma que eu fiquei extremamente fascinado por mitologia grega, a qual acabou se estendendo as outras também. Eu conversava e enchia o saco de meus amigos sobre coisas desse livro, é perfeito! (assim como os outros livros do tio Rick)

* 3) “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil.” – Um livro/autor que acabaram sem dó com o seu coração.

O livro Extraordinário, o qual está sendo feita uma adaptação para os cinemas atualmente, deixou meu coração e minha mente em frangalhos ao lê-lo. Inclusive, ao escrever a resenha sobre tal livro (para ler a resenha clique aqui) toda a história e reviravoltas retornaram a minha mente... Um ótimo livro!

4) “Ele tem poderes telepáticos, com certeza. É assustador.” – Um livro que falou com você de tal maneira que parece ter sido escrito pra você.

O fantasma de Da Vinci. Esse livro não é um romance com um personagem no qual me identifiquei. Na verdade é um estudo sobre a obra “o homem vitruviano”, e como que Da Vinci chegou naquele desenho. Além de ser uma biografia muito boa sobre esse artista. Esse livro me prendeu do começo ao fim.

5) “Você é requintada, honesta, quente, forte, inteligente, sedutoramente inocente; a lista é interminável.” – Um livro que você atribui pelo menos 3 dos adjetivos da frase. “requintado, honesto, quente, forte, inteligente, sedutoramente inocente”

O Diário de Anne Frank. Apesar de muitas pessoas verem o livro apenas como um simples relato de uma menina, ele certamente é um livro honesto, forte e bastante inteligente. Cada vez que Anne escrevia em seu diário, ela mostrava ao mundo um pouco do que a sua vida se transformou por causa da guerra. É um livro extremamente envolvente que faz com que o leitor entenda melhor os desafios e dificuldades que aquelas pessoas passaram enquanto lutavam por suas vidas. Um livro tocante que nos deixa uma marca...

*6) “Deus responde a todas as nossas preces, mas por vezes a resposta é não..” – Um livro onde o romance é ZERO mas que ainda assim te cativou por completo.

O livro Anjos e Demônios realmente me cativou de forma que nenhum outro conseguiu... Um livro perfeito.

*7) "A internet é uma ideia. O que é feito dela depende de cada pessoa, do caráter de cada uma. É como, sei lá, uma faca... Pode cortar um pão ou pode matar alguém." – Um livro que você virou a noite lendo, que não parou de ler até terminar.

Ouro, Fogo & Megabytes

8) “Quero você de volta. Não fazia ideia do que isso ia se tornar.” – Um casal iô-iô que você mais ama e respeita.

Hardin e Tessa, da série After. O casal mais iô-iô que você respeita! haha

9) “Às vezes parece que não me importo, mas pode creditar, só parece.” – Um livro que você não demonstra muito curtir mas que na realidade.. curte.

Anna e o beijo francês. É certamente um dos livros que eu menos falo com as pessoas, mas também é um dos que eu mais goste. Me prendi tanto nesse livro, era como se eu fosse a Anna, sentia tudo por ela, foi maravilhoso. Adoro esse livro.

10) “A gente precisa aprender a caminhar, antes de correr.” – Uma leitura na qual você arrastou muito pra ler no início e depois leu voando!
“Orgulho e Preconceito”. A primeira vez que li, demorei muito pra sair dos 3 prmeiros capítulos, mas depois percebi o quanto o livro é surpreendete e como a Elizabeth é uma personagem extremamente rica e forte pra a sua época. Hoje esse livro é um dos meus favoritos.

*11) “” – Um livro hot que surpreendeu todas as suas expectativas.

Não faço a minima ideia.

12) “É muito mais fácil lidar com a dor do lado de fora.” – Um livro que te fez sentir profundamente a dor dos personagens.

A menina que roubava livros. É quase impossível uma pessoa ler um livro desses e não sentir a dor da personagem, é algo impressionante. O livro te prende desde a primeira frase e você se torna parte daquela história, compartilha as dores, como se realmente estivesse lá, ao lado da Liesel...

13) “Laters, baby.” – Um livro que você foi deixando pra depois e no fim abandonou a leitura.


A cupa é das Estrelas, do Nicholas Sparks. Até hoje nunca terminei de ler o livro ou ver o filme, nos dois eu parei no meio.

#Space

Resenha de "Lugar Nenhum, de Neil Gaiman"

"- Sabe, Gary - começou Richard -, você já parou para pensar se a vida é só isso?
- Como assim?
Richard fez um gesto vago, indicando tudo ao redor.
-Trabalho. Casa. Bares. Conhecer mulheres. Morar na cidade. A vida. Será que é só isso?"

Insatisfeita com o livro sujando no banco publico, mas não querendo perder o efeito cult e conceitual
Foto por Luana Garcia (#Punk)
Livro: Lugar Nenhum (Neverwhere)
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Informações Adicionais: 336 páginas; 1° ed; 2016

"Lugar Nenhum" é um romance do escritor britânico Neil Gaiman. Escolhi esse livro, meu amigo leitor, como o primeiro de minhas resenhas.

A Edição

Capa da Edição
Site da Amazon 
A edição da Intrínseca me agradou. A arte de capa funciona, assim como as cores - verde, composta por detalhes em dourado- que ressaltam a aura de fantasia da história. O acabamento é brochura, o que o torna mais frágil, e possui 23 cm de altura e 1,70 cm de profundidade, porte médio.

Quanto ao conteúdo da edição, é simples, mas trás alguns pontos adicionais. As partes interiores da capa e contra-capa trazem ilustrações do mapa do metrô de Londres, que é interessante para acompanhar a história. Admito que não os usei, porque sou extremamente chata com os meus livros e tenho medo de danifica-los - para ter noção, leitor, costumo carrega-los em sacos plásticos dentro da minha mochila.
Além disso, conta com uma introdução do próprio Gaiman, um conto a mais e uma cena cortada de outras edições.

Pontos positivos:
- Composição Visual agradável e bela;
- Conteúdo extra.

Pontos Negativos:
- Frágil;
- Levemente grande, para o padrão médio.

A História

Comentar a história é, sem dúvida, minha parte favorita. Olho para parte da edição e acho tudo tão técnico - parece uma daquelas resenhas chatas. Enfim, comentários a parte, "Lugar Nenhum" é um dos meus romances favoritos, assim como Neil Gaiman é um dos meus autores favoritos.
Acompanhamos Richard Mayhew, um jovem de seus vinte e poucos anos, extremamente bondoso e equivalente em inocência - típico protagonista pamonha. Ele nos representa dentro do universo do livro e segue quase à risca o monomito da "Jornada do Herói", conceituado pelo antropólogo Joseph Campbell, 1949. Ele se muda para Londres, se estabelecendo profissionalmente e socialmente.
O plot da história se dá quando Richard salva uma menina, aparentemente sem teto, ferida no meio da rua. E, após isso, todos ao redor param de "enxerga-lo", como se ele fosse invisível, levando-o à uma "nova Londres".

A princípio, o enredo parece meio bobo, admito, mas quem conhece Gaiman sabe que nada em seu trabalho é literal e superficial. O escritor de Sandman, Coraline, Deuses Americanos e muitos outros recheia suas obras com filosofia e sociologia de uma forma sútil. Obviamente, Lugar Nenhum não é diferente.
A história traz uma crítica social forte ao contexto urbano. Como a disparidade econômica e social transforma o indivíduo das camadas ditas "mais baixas" em "invisíveis". Todo o contexto da invisibilidade social ganha uma visão fantástica, onde a capital britânica se ramifica em duas.

Os personagens são misteriosos, assim como o universo em que se inserem, que não entendemos plenamente nem ao terminar o livro. Assim como Richard, começamos a questionar se realmente a vida é somente chata e superficial. Sempre tive essa impressão e, após termina-lo, parece cada vez mais fixada.
Não é a jornada de Richard em busca da sua vida antiga que fascina, é todo o contexto, o cenário em que Gaiman nos joga. Que, por mais que seja repleto de fantasia, mostra-se tão real e cabível.
O livro possui esse plano de fundo sério com bastante bom humor - que, por vezes, me lembrou da escrita de Douglas Adams, escritor de Guia do Mochileiro das Galáxias, provável reflexo do humor britânico. O protagonista e sua relação com os outros personagens diverte e aprofunda o enredo

O Veredito

Lugar Nenhum cativa o leitor com a sua escrita leve e constante. Agradável e divertido, mescla uma história simples e direta a um contexto repleto de críticas sociais e filosóficas.Nem tudo do universo é revelado, o que deixa a cargo do leitor imaginar e teorizar.

Antes de terminar a resenha - que está enorme, por sinal -, informarei que a continuação foi anunciada pelo próprio Gaiman faz alguns meses. O livro foi publicado em 1997 - ano importante, já que eu nasci nele -, como versão alternativa de uma série de TV roteirizada
 pelo próprio Gaiman 1996.

Obrigada, meu caríssimo leitor, por chegar até aqui. Adoraria o seu feedback quanto o tamanho e o conteúdo da resenha. Não atribuirei notas aos livros pois não acho legal ou necessário.

#Punk




Resenha de Anjos e Demonios



O livro Anjos e Demônios é uma perfeita mistura de drama, suspense e... Curiosidade. O misto das três emoções é, de certa forma, implacável em sua mente fazendo o ver e suspeitar de cada nuance que o livro apresenta como algo significativo para todo o contexto da história. 
O mesmo conta a história de Robert Langdon, um famoso professor de simbologia de Harvard ao qual é tomado por uma surpresa ao receber um telefonema, o mesmo telefonema que ditaria o resto da trama... 

"Quem mandara o fax ainda estava na linha.. esperando para falar. Langdon contemplou durante longo tempo o ponto luminoso piscando. Depois, trêmulo, levantou o fone. "


Autor: Dan Brown
Ano da edição: 2013
Número de páginas: 407
Editora: Arqueiro
Nota: 5 estrelas

O telefonema pertence a Dr. Maximilian Kohler, diretor-geral do CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), um dos mais conceituados centros de pesquisas do mundo localizado na Suíça ao qual solicita a vinda de Robert pelo fato do mesmo ser especialista em uma antiga sociedade secreta: Os Illuminati. Ao ser solicitado o pedido é negado em primeira mão, porém tudo muda de figura ao receber uma foto por fax, uma foto de um cadáver... E em seu peito reside o ambigrama marcado a fogo, de cunho cruel....

O simbolo atiça a curiosidade do professor, começando assim uma sucessão de mistérios que envolvem os leitores de forma espantosa.
O grupo possui como alvo a Igreja Católica, mas o que eles desejam? O que eles pretendem como resultado de suas ações? 


Em minha opinião. o livro possui uma estrutura fascinante, ao qual é características das histórias de Robert Langdon. O mesmo lhe envolve em um mistério, transmitindo as emoções que o protagonista sente de maneira natural e lenta, não se apressando em dar cada detalhe do que no final é o X da questão. Um ótimo livro ao qual não vejo motivos para fazer uma critica negativa... Simplesmente lindo! #Skar







A problemática da representatividade no Oscar





Em 1927, a Academia das Artes e Ciências Cinematográficas criou o Oscar, com o intuito de honrar o desempenho dos atores e atrizes, diretores e os outros realizadores, além de alavancar seus filmes. Ele foi dividido em 24 categorias, cada uma representando uma aspecto a ser analisado nos filmes. A primeira cerimônia do Oscar aconteceu no Hotel Roosevelt – em Hollywood –, em 16 de maio de 1929. A partir desse dia, milhares de troféus foram entregues à diversas pessoas pertencentes desse ramo, em uma festa que se transformou em um dos maiores eventos que existem. Todavia, o objetivo desse texto não é discorrer sobre a história do Oscar, como uma cerimônia festiva, e sim, debater sobre a questão da representatividade, fator que se tornou um aspecto a ser discutido nos ultimos anos.
Ao longo dos 87 anos de existência dessa cerimônia, somente 15 atores negros foram indicados ao Oscar, sendo somente 5 vencedores das categorias ator/atriz principal. Os únicos cinco negros a vencerem tal categoria nesse evento foram os atores Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx e Forest Whitaker. Ademais, a primeira indicação ao Oscar para uma atriz/ator negro só ocorreu 10 anos após o surgimento dessa cerimônia. A atriz Hattie McDaniel ganhou com a personagem Mammy, de “E o vento levou”. Além disso, o primeiro afro-americano a ser indicado como melhor ator – em 1958 – pelo filme “Acorrentados”, e também o primeiro a ganhar o Oscar – em 1963 – com a obra “Uma voz nas sombras”, foi o ator Sidney Poitier. Portanto, nota-se que desde o início, existe uma certa ‘resistência’ por parte do corpo que analisa os filmes, em destacar os atores negros, e isso ocorre desde 1929. Não houve uma ruptura completa disso.




lém desses dois atores supracitados, alguns dos demais negros que foram indicados ao Oscar ao logos desses anos foram: James Earl Jones, em 1970, por “A grande esperança branca”; Diana Ross, em 1972 indicada na obra “O ocaso de um estrela”. Outrossim, entre os anos de 1963 e 1982, somente sete negros foram indicados nessas cerimônias, sendo Louis Gossett Jr, o ganhador da categoria melhor ator coadjuvante em 1982, no filme “A força do destino”. Além disso, em 1989, Denzel Washington ganhou a estatueta como ator coadjuvante, com o filme “Tempo de glória”, sendo que ele já tinha disputado esse prêmio dois anos antes, com “Um grito de Liberdade”, além de concorrer ao prêmio de melhor ator principal em 1993 com a obra “Malcolm X”, sendo posteriormente indicado por “Hurricane” (2000) e “O vôo” (2013). Em 2001 ele ganhou a estatueta de melhor ator principal, pelo filme “Dia de treinamento”, ano esse em que Halle Beery se tornour a primeira mulher negra a ganhar um Oscar na categoria melhor atriz principal, sendo até hoje a única negra que conseguiu isso, além de ter sido o único ano no qual os dois principais vencedores dessa cerimônia são negros. Após esse acontecimento, atores negros só seriam premiados três anos depois. Jamie Foxx foi comtemplado, por seu papel na cinebiografia “Ray”, enquanto Morgan Freeman conseguiu o prêmio como ator coadjuvante em “Menina de ouro”. O ano de2006 também foi bom para atores negros na cerimônia do Oscar. Forest Whitaker levou o prêmio de melhor ator por “O último rei da Escócia”, e Jennifer Hudson venceu como atriz coadjuvante com o musical “Dreamgirls”. Desde 2006, atores negros só retornariam a obter esse prêmio como coadjuvantes. Em 2011, Octavia venceria por "Histórias cruzadas", enquanto Lupita  levaria o prêmio em 2013, com "12 anos de escravidão".
A partir de todos os aspectos supramencionados, é nítida e justa a insatisfação de determinados atores com essa cerimônia. Nos últimos dois anos – 2015 e 2016 –, a lista de indicados ao prêmio , não incluia nenhum artista negro entre as 20 pessoas escolhidas pelo segundo ano consecutivo, sendo que havia filmes e atores negros que poderiam ter sido indicados e simplismente foram deixados de lado, tal como Will Smith em “Concurssion”; a cineasta Ava Duvernay, em “Selma” e Idris Elba em “Beasts of No Nation”. O predomínio de atores brancos causou descontentamento entre as personalidades do cinema mundial. O cineasta Spike Lee informou em uma carta aberta, o seu aborrecimento em "Como é possível que, pelo segundo ano consecutivo, os 28 aspirantes às categorias de ator e atriz (principal e coadjuvante) sejam todos brancos?". Como forma de protesto, atores e cineastas informaram que fariam um boicote à cerimônia que ocorreu em 28 de fevereiro, utilizando a hashtag #OscarsSoWhite.
Jada Pinkett-Smith , a mulher do ator Will Smith, mostrou apoio ao boicote do Oscar 2016, desmonstrando sua decepção com a pouca credibilidade que deram pela performance de seu marido no filme "Um Homem Entre Gigantes", e declarou: "Implorar reconhecimento ou inclusive pedir nos tira dignidade e poder, e nós somos um povo digno e poderoso".


Após todos esses empecilhos, a Academia de Artes e Ciência Cinematográfica demonstrou sua vontade de melhorar esse aspecto tão criticado pelas personalidade desse ramo. A lista de indicados conta com seis indicações de pessoa negras, sendo esse o novo recorde, anteriormente obtido em 2006 com 5 indicações. Pela primeira vez na história do Oscar, todas as seis principais categorias possuem pelo menos um negro na lista.  Esta é também a primeira vez em que três atrizes negras são indicadas em uma única categoria –  atriz coadjuvante. Dessa forma, a atriz Viola Davis – concorrendo em "Cercas" –  tornou-se a primeira atriz negra a ser indicada três vezes ao Oscar. Essa edição ainda traz algo inédito, Joi McMillon se tornou a primeira mulher negra a receber uma indicação por Melhor Edição, pelo filme "Moonlight".
Portanto, apesar desse avanço na cerimônia de 2017, é visível que a questão da representatividade é um elemento que ainda precisa ser debatido e erradicado, não só desse meio, mas de todos. O fato de ter aumentado o número de indicações à pessoas negras depois da ocorrência de um boicote não deve se repetir, pois enquanto uma minoria necessitar boicotar algo, ou protestar de alguma forma para chamar a atenção ao invés de simplesmente tê-la, não teremos um meio justo e igualitário de vida, pois ninguém quer implorar para que seus talentos sejam vistos, o que eles querem, assim como qualquer outra pessoa é reconhecimento. É exatamente o que a Jada Pinkett-Smith declarou, essa pseudo-invisibilidade só existe para diminuir um povo que é forte e possui uma voz ativa e que deve ser mais ouvida, por todos, em todos os aspectos. #Space


Oscar: Origem e História da maior premiação da Sétima Arte

O Oscar apresenta sua 89° edição no dia 26/02

No próximo domingo (26/02), ocorrerá a 89° edição do maior prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar - a não ser que você seja britânico ou simpatizante do "God save the Queen", aí seria o BAFTA. Já que esta semana o maravilhoso moderador #Skar publicou a resenha do livro "Extraordinário" - que você, leitor, devia ler - trarei um pouco da história dessa premiação, foco de tanto almejo e atenção dos cinéfilos ao redor do mundo.

 A primeira edição do Oscar foi ideia de Louis B. Mayer, chefe do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e ocorreu em 1929, premiando filmes de 1927 e 1928. A academia - responsável pela premiação - surgiu dois anos antes, em meados de 1927. Constituída por cerca de 6.000 integrantes, na época, ocorreu no Hotel Roosevelt, LA, e premiou o longa "Asas" (1927) como Melhor Filme, Frank Borzage como Melhor Diretor, por "Sétimo Céu" (1927) e, fechando a considerada "Tríade" do Oscar, "Underworld"(1927) como Melhor Roteiro OriginalEmil Jannings e Janet Gaynor levaram os primeiros prêmios de Melhor Ator e Atriz. Algumas das categorias eram ramificadas em subcategorias de Comédia e Drama - como no Emmy, por exemplo, que, inclusive, se inspirou na premiação da Academia.

 Curiosamente, os vencedores e a imprensa sabiam o resultado previamente. Nas primeiras edições, a Academia notificava o ganhadores, que buscavam o prêmio na grande noite. Depois, para gerar surpresa, passaram a notificar apenas a imprensa, com o intuito de estamparem em suas manchetes do dia seguinte o resultado - Eis o mundo antes da globalização. Até que Los Angeles Times cometeu o erro de publicar a lista antes. A partir de 1941, começou a famosa abertura de envelopes na cerimônia, tirando as melhores reações de surpresa

Atualmente, a academia conta com cerca 7,000 integrantes, tanto fixos como honorários, que nomeiam os indicados e votam, contabilizando dois turnos. Primeiramente, ocorre a nomeação, onde cada integrante vota em sua área de atuação e em Melhor Filme - todos os constituintes devem possuir experiência e participação relevante em algum setor da Sétima Arte. Por exemplo, um ator vota para as categorias envolvendo atores. A lista é, normalmente, liberada em meados de Janeiro. Depois da nomeação, os jurados escolhem os vencedores.

A grande polêmica que ronda o Oscar é a falta de representatividade na premiação. No ano passado (2016), houveram apenas indicados brancos, anulando a participação de outras etnias. O "Oscar so White" gerou polêmica entre boa parte do setor e entre o público, inclusive. A academia é composta,em sua maioria, por homens brancos, com cerca de 60 anos, que deixa de fora as minorias.

"Moonlight é sucesso de crítica."
Em 89 edições, o Oscar premiou apenas 15 negros. Esse ano, a representação negra conta com três filmes concorrendo ao prêmio de Melhor Filme. "Estrelas Além do Tempo", "Um Limite entre Nós" e "Moonlight: Sob a Luz do Luar", o último sendo composto apenas por negros, desde atuação à parâmetros técnicos.

Dessa vez, leitor, não indicarei filmes ou documentários a respeito do Oscar. Acho importante variar nas mídias portanto, opto por vídeos no Youtube.

Votação do Oscar - https://www.youtube.com/watch?v=TZvEdsY__8g 

#Punk

Resenha sobre o livro: Extraordinário



Li "Extraordinário" há cerca de dois anos, porém essa história me marcou tanto que ainda a possuo fresca em minha mente. Resolvi começar minhas resenhas com este livro, que me fez encarar a forma de agir de outras pessoas para com alguém "diferente" de uma forma totalmente oposta a qual eu via.
"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." 

Autor: R.J.Palacio
Ano da edição: 2013
Número de páginas: 318
Editora: Intríseca
Nota: 5 estrelas

O livro conta a história de August Pullman, apelidado de Auggie, que nasceu com uma raríssima deformação facial ao qual atinge somente 1 em cada 4 milhões de pessoas. O livro conta às dificuldades que Auggie encontra durante sua vida até então, apesar de estar no 5º ano do ensino fundamental é, de fato, impressionante a quantidade de obstáculos que encontra somente por possuir essa deformidade.
“Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior.


A história gira quase que completamente em torno de sua deformidade e problemas que ele encontra em seu dia a dia, tanto na escola, amizades ou, até mesmo, dentro de sua própria casa. O conto tem algumas reviravoltas, principalmente no fim ao qual lhe fará, muito provavelmente, chorar como uma criança... Porém, irei me ater a isto... Não teremos spoleirs nessa resenha.




Apesar de sua aparência, Auggie não se deixa afetar tanto assim. Ele é um personagem carismático, ao quais suas conquistas, feitos, coração e perseverança tornam a história cada vez mais envolvente e madura nos fazendo querer entrar em seu mundo, somente para poder ser seu amigo, um amigo de Auggie, o garoto que possui coração de ouro.
“Para mim, porém, sou apenas eu. Um garoto comum.”


Em minha opinião: esse é um livro perfeito, o qual eu recomendo e muito! O livro possui uma estrutura simples, porém magnifica assim como os ensinamentos que o mesmo transmite, a ideia de “ninguém é diferente, todos somos iguais” nunca foi tão bem articulada em uma narrativa.
Apesar das reviravoltas, o personagem passa por tudo o que o cerca mostrando-se para os outros sempre de cabeça erguida, não importa o quão triste está. Um livro que mostra a simplicidade que todos podemos ter, mas nem sempre conseguimos. Auggie é, para a grande maioria que lê esse livro, uma criança que desejamos conhecer. #Skar

 Colocarei abaixo um trecho do booktrailer desse livro:




A desmilitarização da PM e os resquícios da Ditadura






Em decorrência dos últimos acontecimentos, principalmente a greve de policiais no ES, resolvi discorrer um pouco sobre a questão da desmilitarização da polícia militar e seus reflexos para a sociedade. Todavia, antes de mais nada, é preciso analisar alguns aspectos provenientes da forma como o polícia militar se estrutura, que são vistos como resquícios desde a 1ª Rebública, e que se intensificaram com a Ditadura Militar, nos influenciando, direta ou indiretamente, até hoje.
O positivismo é um fator extremamente importante a ser abordado e que muitas vezes é deixado de lado nos debates a respeito da formação política e social brasileira.           É nítida a influência que o país sofre até hoje pelo positivismo, basta apenas olharmos para a nossa bandeira que a frase marco dele estará estampada lá, como se fosse algo a se orgulhar. Mas a verdade é que muitas pessoas escutam a famosa frase “Ordem e Pogresso” sem ter a menor ideia do peso que ela traz consigo. É evidente a influência sofrida pela sociedade brasileira pelo positivismo, e o fato de que foi ainda mais enraizada e propagada com a Ditadura. Com relação as influências sofridas pela estruturação da Polícia Militar, questões essenciais como a manutenção da ordem, a necessidade de uma hierarquia forte, a ideia de progresso como veículo de manipulação e obediência da população ao Estado, visto agora com a famosa frase do presidente Michel Temer “Não pense na crise, TRABALHE!”,  e a noção do Estado como algo sobreposto ao povo são características marcante da vertente positivista de August Comte, e que encontra-se demasiadamente atrelada à formação desses profissionais. Esses fatores positivistas foram impostos aos policiais de maneira aida mais intríseca com o regime militar.
A Ditadura Militar foi um período conturbado na história brasileira, e que ocorreu de 1964 à 1985.  Anteriormente a Ditadura, existiam as polícias Civil e Militar, sendo que a primeira também executava um papel ostensivo. Foi através do regime que os encargos da Polícia Civil foram se dissipando e a PM tomou para si toda a parte ostensiva. Ademais, outro elemento deveras importante a ser mencionado é a questão da doutrina da Segurança Nacional, cuja função é sinalizar que a polícia deve tratar a situação, como se estivesse lidando com um inimigo, e cujo objetivo principal é a sua erradicação. Esse fator sinaliza um resquício forte do regime militar. Além disso, a mentalidade autoritária vigente na Polícia Militar talvez seja considerada uma das heranças mais concretas desse período, e que até hoje é bastante forte entre eles.


Outrossim, é essencial destacar que, no regime do general João Baptista Figueiredo, houve a criação, de responsabilidade dos próprios militares, de uma lei aprovada no Congresso que beneficia os torturadores. Outro ponto que deve ser sinalizado é que o Brasil foi o único país sul-americano em que, ao fim de um ditadura, não houve um julgamento, e muito menos os militares se responsabilizaram pelos seus atos, acarretando desta maneira, uma noção aguda de impunidade, característica marcante da Polícia Militar atualmente. Segundo a autora Nashla Dahás, em seu Dossiê 1985 “Trinta anos depois a tortura é um “problema crônico” em delegacias e penitenciárias brasileiras, e aumenta o número de homicídios cometidos pela polícia (...)”. Sem dúvida, a estruturação da Polícia Militar é o resquício da ditadura que possui maior visibilidade na mídia atualmente, tendo em vista que a PM não tem esse título por acaso. Sem fundamento é militar e seu objetivo mais comum é o de operar como uma corporação de reserva das Forças Armadas, para agir no interior do país em situações de guerra ou conflito. Isso implica no fato de que a sua formação histórica é divergente dos agentes civis, assim como seu código penal e seus títulos de hierarquia. Ademais, o fato da PM está subordinada à Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM) – que é um órgão do Exército, criada em 1967, em pleno regime militar, e presidida pela Constituição de 1988 –  e caso ocorra uma ocorrência com um policial, ele será submetido, além de uma justiça civil, a uma Justiça Militar e, se preso, é direcionado a presídios especiais.




A militarização da polícia militar tinha como objetivo combater a resistência à ditadura. No entanto, mesmo ao final do regime, a PM continua exercendo tal função, e suas práticas e posturas características do Estado de exceção permanencem as mesmas, mesmo não condizendo com o Estado democrático no qual vivemos atualmente. Outrossim, uma das principais críticas feitas à militarização da PM é o treinamento ao qual os políciais são sujeitados. Eles são treinados para combater o inimigo, e não para atuar com a população. Todavia, mesmo que seu treinamento seja voltado para o lado ostensivo, eles atuam de fato, com os civis, e isso pode acarretar em demasiados empecilhos, por conta desse treinamento que não condiz com a realidade dos policiais. Logo, a preparação da PM se mostra ineficaz, pois a polícia deve preservar os direitos dos demais cidadãos, bem como o policial deveria ser julgado como um cidadão comum, ao invés de ser sentenciado por uma Justiça Militar.
A partir de todos os elementos supramencionados, é visível a situação no qual a PM se encontra. Uma entidade que deveria resguardar os cidadãos e proporcionar a segurança, acaba por não conseguir alcançar seus objetivos por completo. Portanto, o modelo de segurança pública atual, do qual a Polícia Militar não só é integrante como também possui papel fundamental, está basicamente quebrado. A cada dia nota-se mais o aumento da violência e as polícias – tanto a PM quanto a polícia civíl – não estão conseguindo manter a segurança. É preciso ter em mente a questão da desmilitarização como uma possível opção de solucionar tal problema. Seu objetivo é reformar, ou até mesmo criar uma nova instituição, que seja capacitada à suportar tal violência e que ao mesmo tempo consiga dialogar com as pessoas. A cultura da militarização da PM é um empecilho para a democracia, uma vez que carrega junto a si, a ideia da polícia estar lidandao a todo tempo com um inimigo, como se estivesse constantemente em guerra. A desmilitarização da PM seria um processo longo e trabalhoso, será necessária algumas reformas estruturais  com a finalidade de auxiliar a polícia para a defesa da sociedade e não do Estado. Deste modo, a questão de desmilitarização fundamenta-se no desmantelamento da estrutura militar da PM, tanto no que se refere à subordinação ao exército, como à sua estrutura interna. Ademais será necessário também que ocorra uma mudança da Constituição, por meio de uma Emenda, de tal forma que as polícias Militar e Civil integrem um único grupo policial, e que todos tenham uma formação civil. #Space